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Liderança Multigeracional: 3 Insights Que Podem Transformar Sua Gestão com as Novas Gerações.

Você já se pegou pensando: “Por que meus jovens colaboradores parecem tão diferentes dos profissionais que eu lidava no passado?” Se você é um líder experiente, com décadas de carreira como eu – que passei 40 anos na Volkswagen construindo equipes de marketing –, sabe que cada geração traz desafios únicos. Mas os jovens de hoje estão definindo as regras do jogo.

As vezes são classificados como incompetentes ou sem comprometimento. Mas talvez seja a falta de compreensão.  Eles cresceram em um mundo digital, pós-pandemia, onde a instabilidade dentro das empresas ficou cada vez mais presente. Eles assistiram seus pais e irmãos mais velhos se desgastarem em empregos tóxicos, e não querem passar por isso.

Baseado em minha experiência como palestrante e mentor, eu pontuei 3 insights que eu considero eu considero importante que você como Lider reflita. Vamos transformar essa compreensão em vantagem competitiva para sua equipe e empresa.

1º. Eles Buscam Propósito, Não Apenas um Salário

Os jovens não querem apenas “um emprego” – eles querem um trabalho que faça sentido. Eles observaram como ambientes tóxicos e jornadas intermináveis afetam a saúde mental. Não é preguiça, eu acho que é sabedoria. A pandemia os ensinou que a vida é frágil, e muitos começaram suas carreiras isolados em quartos de infância, perdendo conexões sociais essenciais.

Não seja apenas um gestor, seja um Mentor

  • Pergunte sobre suas experiências pessoais. Dedique tempo nas primeiras reuniões para entender o que eles passaram durante a pandemia. Isso constrói empatia e revela o que realmente os motiva.
  • Conecte o trabalho ao propósito maior. Mostre como o papel deles contribui para algo além do lucro, seja sustentabilidade, impacto social ou inovação. Na Volkswagen, eu sempre enfatizava como nossas campanhas de marketing ajudavam famílias a se sentirem seguras em seus carros. Como a empresa cuidada de uma quantidade enorme de famílias sem um mês sequer atrasar os salários ou deixar de oferecer os benefícios. Eles têm que se senti fazendo parte.
  • Defenda limites saudáveis. Pausas são necessárias, devem ser incentivadas, mas isso o funcionário tem que demonstrar a maturidade de saber assumir sua responsabilidade e entrega dos seus trabalhos. Já ouviram falar no ócio produtivo, momento em que a pessoa para um pouco para apenas poder organizar seu pensamento?
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2°. O Trabalho É Importante, Mas Não É Tudo

Eu não acho que as novas gerações não se importam com a sua carreira, o que eles não querem é que o trabalho defina toda sua identidade. Eles querem causar impacto no mundo, mas sabem que ambientes tóxicos e esgotamento destroem vidas.

Eles rejeitam a cultura do “trabalhe até morrer” – viram o preço pago por gerações anteriores. Precisa existir o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, e isso é algo que é possível de acontecer, bastar que haja um entendimento entre líderes e liderados.

O que você pode fazer:

  • Redefina sucesso. Foque em resultados, não em horas presenciais. Métricas como qualidade de entrega e inovação valem mais que tempo na mesa.
  • Promova diversidade de identidades. Incentive hobbies, voluntariado e crescimento pessoal. Na minha carreira, vi como colaboradores felizes produzem melhor.
  • A sensação de segurança, respeito e confiança, ajuda a equipe encontrar no trabalho a paixão pelo que faz.
  • Invista em desenvolvimento. Ofereça oportunidades de aprendizado contínuo, mas respeite seus limites. Eles valorizam autenticidade, se você prega equilíbrio, pratique-o.
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3°. Eles Precisam de Empatia Genuína, Não Apenas Diretrizes

Eu vejo a Empatia como a uma das características mais importantes de um Lider para com as pessoas. Ter empatia é mais importante que habilidades técnicas ou visão estratégica.

As pessoas querem sentir que você se importa com eles como ser humano, não apenas como “recursos produtivos”. Buscam orientação sobre como equilibrar carga de trabalho com saúde mental, e valorizam líderes que reconhecem seus esforços individuais.

O que você pode fazer:

  • Seja autêntico. Mostre vulnerabilidade, humildade. Compartilhe suas próprias experiências não apenas de liderança, mas também de aprendizados. Eu sempre digo: “Lidere com o coração, não apenas com a cabeça.”
  • Ofereça suporte prático. Treine-os em gestão de tempo e bem-estar. Ferramentas como meditação guiada ou apps de saúde mental podem ser game-changers.
  • Crie espaço para diálogo. Reuniões individuais regulares onde eles possam falar sobre desafios pessoais constroem confiança. Feedback bilaterais é importante para uma interação e conquista de confiança. Lembre-se: empatia não é fraqueza, é força.

A Oportunidade Está na Adaptação

Os jovens no mundo corporativo não podem ser vistos como problema, eles são a solução para as empresas eu buscar a modernidade e o crescimento. Eles trazem inovação, digitalização e foco em propósito, valores que o mundo corporativo precisa urgentemente. Mas para liderá-los, você precisa evoluir. Pare de criticar e comece a ouvir. Como eu sempre digo em minhas palestras: “Adapte-se ou fique para trás.”

É fato que as empresas que priorizam saúde mental, propósito e empatia retêm muito mais talentos. Você está pronto para encantar essa geração e transformar sua liderança?

Compartilhe nos comentários: Qual dessas verdades mais ressoa com sua experiência? Vamos conversar sobre como implementar essas mudanças na prática.


Este artigo foi baseado em insights de minha experiência de 40 anos em liderança na Volkswagen, combinados com dados atualizados de pesquisas como Glassdoor (2024), Deloitte (2023-2024) e Biblioteca Nacional de Medicina (2022). Para palestras ou mentorias sobre liderança multigeracional, entre em contato.

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Buozzi

Sou Engenheiro Mecânico, aposentado da Volkswagen do Brasil após 40 anos de dedicação. Atuou em diversas áreas, incluindo Treinamento da Rede de Concessionários, Marketing do Produto e Comunicação, em que dedicou incríveis 25 anos, sendo 20 deles como Executivo da Área de Brand Experience.

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